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Combustíveis: Governo fará reunião interministerial

Nesta sexta, a Petrobras suspendeu um reajuste de 5,7% no valor do preço do diesel que havia sido anunciado na quinta a pedido de Bolsonaro

14/04/2019 00h17
Por: Agência Estado
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A secretaria de Comunicação da Presidência informou nesta noite de sexta-feia que o governo realizará na próxima segunda-feira, 15, uma reunião interministerial na Casa Civil para tratar dos aspectos técnicos sobre a política de preços para combustíveis.

Nesta sexta, a Petrobras suspendeu um reajuste de 5,7% no valor do preço do diesel que havia sido anunciado na quinta a pedido de Bolsonaro. A decisão jogou para baixo as ações da estatal no pré-mercado de Nova York e na B3, a Bolsa de São Paulo nesta sexta-feira e a Petrobras perdeu R$ 32,4 bilhões em valor de mercado.

Segundo o Planalto, está mantida a reunião de Bolsonaro com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e técnicos da empresa para discutir a questão dos preços. Mais cedo, o porta-voz da Presidência afirmou que o encontro tem como objetivo que seja tomada uma decisão, mas admitiu que se o presidente avaliar que são necessários mais dados para embasar um aumento do preço do diesel, a decisão sobre o diesel pode não ser tomada na terça.

Mercado Internacional

A Petrobras reafirmou nesta noite de sexta-feira, 12, a manutenção do alinhamento do preço do diesel ao mercado internacional, com o preço médio em 2019 acima do PPI (Preço Paridade Internacional), e confirmou, em resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que a União pediu esclarecimento sobre o reajuste do diesel anunciado na quinta-feira.

A companhia afirmou que, diante do anúncio de reajuste do valor do diesel em 5,7% realizado na quinta, e “das ameaças de início de uma nova paralisação, a União alertou para o possível agravamento da situação e solicitou esclarecimentos à Petrobras sobre o reajuste proposto”.

“A companhia, então, revisitou sua posição de hedge e avaliou que as operações contratadas na quarta-feira (10/04/19) permitiam um espaçamento por mais alguns dias no reajuste do preço do diesel”, disse a Petrobras. Ainda segundo a petroleira, diante deste cenário, a empresa decidiu, “com base em avaliação técnica, que, por ora, não alteraria o preço do diesel, tendo comunicado tal decisão tempestivamente ao mercado”.

A estatal respondeu a questionamento da CVM sobre a veracidade de que o presidente da República determinou que a estatal desistisse do reajuste do diesel anunciado na quinta e o motivo pelo qual a empresa não divulgou fato relevante.

A empresa afirmou ainda que, diante das informações crescentes acerca de uma possível nova paralisação de caminhoneiros semelhante à ocorrida no País em maio de 2018, a Diretoria Executiva, em 25 de março, decidiu alterar a periodicidade dos reajustes de preços do óleo diesel, que passaram ser realizados em intervalos não inferiores a 15 dias.

“Independente disso, a Petrobras manteve os mecanismos de proteção, como o hedge com o emprego de derivativos, cujo objetivo é preservar a rentabilidade de suas operações de refino”

Ainda de acordo com a companhia, ela vem acompanhando, através do seu Comitê de Crise, o cenário de potencial movimento grevista e seus possíveis impactos para a Petrobras, semelhantes aos avaliados quando da greve dos caminhoneiros, como dificuldades logísticas, redução de carga em refinarias, com risco de eventual paralisação de operações e prejuízos diretos para os resultados da área do Refino e, consequentemente, para a área de Exploração & Produção, dentre outros.

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